Passei minha infância ouvindo da imprensa que Romário, Edmundo, Neto, Marcelinho Carioca e tantos outros jogadores mais esquentados eram 'desequilibrados emocionalmente'.
Aliás, o Baixinho quase ficou fora do Mundial em 94 por conta disso. Djalminha não foi em 98 e o Animal acabou ficando no banco pelo mesmo motivo.
Por anos falaram que aquele jogador que tentava ganhar a qualquer custo, que botava em risco a sua própria carreira para vencer uma partida ou conquistar um título, era louco, descontrolado e foi por diversas vezes marginalizado. Porém, cada vez que o bicho pegava, eram os 'doidos' como esses que o Brasil recorria.
'Malucos', que podiam nem ganhar todas, mas que se entregavam de uma maneira que era impossível não perceber. Estes caras, foram apezinhados diversas vezes pela imprensa e por torcedores, na maioria das vezes por seus excessos. E hoje vemos uma Seleção Brasileira, que peca exatamente por ser omissa. Quando choram, é por fraqueza, não por raiva ou determinação.
Que falta estes caras fazem...
Hoje, os descontrolados emocionalmente não são mais aqueles que chegam mais fortes numa jogada, que são mais ríspidos numa disputa de bola, mas sim os que não conseguem andar em campo, que são incapazes de fazer movimentos básicos sob pressão.
Falaram por anos que o Brasil tinha muito a aprender com o europeu. E aprendeu. Hoje é tão sem criatividade e mecânico que sem uma peça já não funciona. Sabe aquela genialidade e imprevisibilidade que marcou estas décadas todas de vitórias?! Então, não existe mais.
Estamos recheados de 'craques' que jogam lá fora, mas que no Brasil eram de medianos para fracos. Caras que eram incapazes de marcar o Negueba na base mas que surgem como solução para uma Copa do Mundo por jogar ao lado de meia dúzia de italianos que sequer superaram a Costa Rica, por exemplo.
A síndrome do vira-lata afetou o topo do nosso futebol, nossa federação, e agora tratamos como craque qualquer um que faça meia dúzia de gols em Portugal. Algo que até poucos anos atrás, quando Jardel voava por lá, nem mesmo garantia uma convocação para ficar no banco.
Hoje vale a camisa 7.
O futebol brasileiro, aquele de verdade, e que era representado apenas por Neymar, em nada perde nessa derrota. Pois, mais uma vez, o Brasil não foi Brasil. Ele acabou! O que temos agora é o futebol globalizado e por isso nivelado. Nos vendemos, literalmente, e fomos nivelados por baixo.
Estamos perdendo a nossa identidade e isso nos iguala aos outros. Mas com um grande agravante: não temos nem 20% do comprometimento tático e do aprimoramento básico que eles tem. O que sempre no diferenciou, foi o improviso. Sem isso, somos comuns e passíveis de vexames.
Não se iludam pelos choros pós-jogo. O brio deveria ter sido mexido quando fizeram 1x0, não depois do sétimo. Nem o time do Olaria, ciente de suas limitações, passaria por um vexame desta magnitude num confronto contra os alemães. No primeiro gol, teria mudado a sua postura. Nem que fosse por medo.
Viramos piada no único esporte onde éramos referência. E veio de uma das piores maneiras possíveis.
Só nos resta agradecer por não ter sido contra a Argentina...
Falaram por anos que o Brasil tinha muito a aprender com o europeu. E aprendeu. Hoje é tão sem criatividade e mecânico que sem uma peça já não funciona. Sabe aquela genialidade e imprevisibilidade que marcou estas décadas todas de vitórias?! Então, não existe mais.
Estamos recheados de 'craques' que jogam lá fora, mas que no Brasil eram de medianos para fracos. Caras que eram incapazes de marcar o Negueba na base mas que surgem como solução para uma Copa do Mundo por jogar ao lado de meia dúzia de italianos que sequer superaram a Costa Rica, por exemplo.
A síndrome do vira-lata afetou o topo do nosso futebol, nossa federação, e agora tratamos como craque qualquer um que faça meia dúzia de gols em Portugal. Algo que até poucos anos atrás, quando Jardel voava por lá, nem mesmo garantia uma convocação para ficar no banco.
Hoje vale a camisa 7.
O futebol brasileiro, aquele de verdade, e que era representado apenas por Neymar, em nada perde nessa derrota. Pois, mais uma vez, o Brasil não foi Brasil. Ele acabou! O que temos agora é o futebol globalizado e por isso nivelado. Nos vendemos, literalmente, e fomos nivelados por baixo.
Estamos perdendo a nossa identidade e isso nos iguala aos outros. Mas com um grande agravante: não temos nem 20% do comprometimento tático e do aprimoramento básico que eles tem. O que sempre no diferenciou, foi o improviso. Sem isso, somos comuns e passíveis de vexames.
Não se iludam pelos choros pós-jogo. O brio deveria ter sido mexido quando fizeram 1x0, não depois do sétimo. Nem o time do Olaria, ciente de suas limitações, passaria por um vexame desta magnitude num confronto contra os alemães. No primeiro gol, teria mudado a sua postura. Nem que fosse por medo.
Viramos piada no único esporte onde éramos referência. E veio de uma das piores maneiras possíveis.
Só nos resta agradecer por não ter sido contra a Argentina...
